A Leitura Pública

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"Enfim, vários ingredientes que resultaram num bolo cheio de sumo. Julgo tê-lo cumprido!"

 

150 anos de Leitura Pública

No dia 14 de Fevereiro de 1850 foi publicada na Grã-Bretanha a primeira lei sobre bibliotecas públicas. A Library Association e as bibliotecas públicas britânicas comemoram 150 anos de uma história rica em acontecimentos e que culmina hoje num sistema de bibliotecas indubitavelmente entre os melhores e mais apreciados pelos seus utilizadores, em termos mundiais.

 

Daniel Melo

A Leitura Pública no Portugal Contemporâneo (1926-1987)

É talvez pelo problema da leitura, ou melhor, pelo problema da alfabetização, que passam os maiores desafios hoje colocados a todos os tipos de estudos culturais contemporâneos, e nomeadamente à história cultural clássica propriamente dita. Esta referência específica à história cultural não se deve a qualquer tipo de privilégio que lhe seja devido: pelo contrário, a disciplina que mais contribuiu para a definição do que seja a cultura portuguesa contemporânea acabou por se transformar no maior obstáculo ao conhecimento cultural do Portugal contemporâneo. O caso é bem conhecido: de Garrett ao neo-realismo, ou de Herculano a Eduardo Lourenço, a cultura portuguesa foi fixada como cultura letrada e, nesse sentido, reduzida a uma apertada oligarquia cultural.

 

Com humor se retrata a sociedade...

Veja aqui o exemplo com Pedro Tochas... e de como a beleza não chega!

 

Campeãs de leitura

Envergonhada, Ana Rita, seis anos, confessa que o que mais gosta de ler são os livros da "Anita". Já os devorou quase todos. A mãe, Noémia, 44 anos, privilegiava os romances quando era mais nova, mas agora prefere os livros sobre "histórias de enigmas". Em comum, o gosto pela leitura. E o facto de serem campeãs na requisição de livros na Biblioteca Municipal da Maia.

 

O falso livro de férias por Clara Ferreira Alves

O português não investe um cêntimo em literatura ou em pensamento...Será que ainda faz sentido este retrato?

 

 

Embora existindo Leitura Pública…Portugal tinha em 2003 48% de analfabetismo funcional 

País subiu cinco lugares no índice de Desenvolvimento Humano, mas ainda é o penúltimo da UE 

Em Portugal, 48% dos indivíduos que sabem ler e escrever sofrem de analfabetismo funcional. O que quer dizer que não percebem o que estão a ler, ou têm dificuldade em entender parte da informação. Este é um dado recorrente no retrato do país que, anualmente, é feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no capítulo dedicado à classificação dos países num Índice de Desenvolvimento Humano.

Como termo de comparação, a Noruega (que ocupa o primeiro lugar na tabela) apresenta uma taxa de analfabetismo funcional – que é medido entre a população dos 16 aos 65 anos., ou seja, aquela onde a taxa de alfabetização é maior – 8,5%. Já na Grã-Bretanha este valor é também muito elevado, 21%.

O Índice de Desenvolvimento Humano é o resultado da avaliação de uma série de factores estatísticos que as Nações Unidas consideram ser essenciais para o desenvolvimento de cada país. Vão desde o saneamento básico ao número de médicos por cem mil habitantes, da taxa de mortalidade infantil à quantidade de utilizadores de Internet. O índice é elaborado desde 1990, ano em que Portugal apareceu na posição 41.

In: Público. (9 Julho 2003)

 

 

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